o professor contemplativo:
uma visão de longo prazo (1)
Lee Worley

Foto: © Zsolt Zsoló Kóté
Quando observamos a comunicação entre pais e filhos, ou entre professor e aluno, prontamente vemos que relações são fundamentais para o aprendizado. Além dessas relações primárias, há inúmeras relações entreligadas que podem tanto ajudar como ser um entrave para o aprendizado: entre um aluno e os demais, um professor e os demais, a classe e o professor, e entre ambos e o espaço, o tempo e o meio. Ampliando o círculo ainda mais, vemos o efeito de outras relações, como a do professor com os pais, do aluno com os pais, professores e administradores e, é claro, do professor e do aluno com o próprio tema de estudo. Relações, ou a falta delas, realmente importam.
Talvez a própria obviedade desse truísmo obscureça sua importância. Sem deter-me aqui em investigar por que as relações têm sido tão marginalizadas, ignoradas ou deixadas ao acaso nas arenas do ensino e do aprendizado, proponho a discussão de uma abordagem para sanar essas falhas e retornar à conexão que é o coração do processo de aprendizado. Essa abordagem é chamada de “educação contemplativa”, e ela começa com a mais íntima das relações ― a relação consigo próprio.
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