linhas brancas

David M. Smith

Foto: © Corey N. M. Kohn

Por muitos anos tive a ilusão de que havia alguma maneira de evitar a primeira nobre verdade do Buda. Se eu fosse capaz de organizar as condições em minha vida da maneira certa, poderia experimentar o prazer e evitar a dor, se não o tempo todo, ao menos a maior parte dele. Busquei esse refúgio nas drogas, no álcool, no sexo, nos aplausos, na fama e em qualquer objeto ou substância que resultasse em gratificação imediata. Agarrava-me a isso, desejava isso de maneira constante e consistente, acreditando que traria felicidade e prazeres permanentes. De muitas maneiras estava viciado pela experiência do prazer. É desse desejo constante que o Buda trata no ensinamento da origem dependente, e fundamentalmente ele era a causa de todo meu sofrimento. Paradoxalmente, perseguir o prazer e evitar a dor resultou em tanto sofrimento que finalmente tive de render-me à verdade. Tinha de enfrentar a mentira que por muito tempo havia contado a mim mesmo.

[...]

Dharma/Arte é uma associação cultural sem fins lucrativos, e suas atividades e projetos, incluindo D/A Magazine, somente são possíveis com a participação ativa e a generosidade de pessoas como você, interessadas e engajadas no desenvolvimento de uma cultura baseada no dharma, na arte, na criatividade e em experiências transformadoras.

Seja um membro apoiador de Dharma/Arte

Para ler o artigo, clique aqui.

 

Linhas brancas | 2010 | d/a magazine
Login