celebração e compromisso:

jakusho kwong-roshi e chögyam trungpa


Jakusho Kwong-roshi fala sobre Chögyam Trungpa Rinpoche, em entrevista a Bill Scheffel (em inglês)

No dia 4 de abril de 1987, Chögyam Trungpa passou para o nirvana. (Para aqueles que não estão familiarizados com essa expressão, é o dia em que ele morreu.) É um tempo em que, ao redor de todo o mundo, seus estudantes e outras pessoas por ele afetadas prestam uma homenagem especial a sua vida e ensinamentos. O Venerável Chögyam Trungpa Rinpoche foi autor de muitos livros importantes sobre o budismo e um dos pais da Linhagem da Prática na América do Norte, assim como o fundador da comunidade de Shambhala, da Universidade Naropa e de muitas outras organizações. [...]

O aniversário da morte de Chögyam Trungpa é ao mesmo tempo uma ocasião para venerar o passado, celebrar a continuidade dos ensinamentos até o presente e comprometer-me com a preservação e a propagação do dharma no futuro. Para mim, nada disso teria sido possível sem a vida e o exemplo de alguém que conheci, alguém que falou o dharma em minha época, que me unia ao fio ininterrupto de sanidade que remonta ao tempo do Iluminado que falava aos inúmeros seres sencientes da Índia de séculos atrás sobre a verdade do sofrimento e a possibilidade de sua cessação.

Os lugares onde o Buda ensinou, onde nasceu, onde se iluminou e onde morreu são dignos de peregrinação — mas é o precioso santo dharma que ainda ouvimos, praticamos e incorporamos que os fazem merecedores disso. Quando, como budistas, entoamos “Buddham Saranam Gacchami, Dharmam Saranam Gacchami, Sangham Saranam Gacchami” — “Refugio-me no Buda, refugio-me no dharma, refugio-me no sangha”—, não prometemos nos refugiar no passado ou nele buscar segurança. Prometemos tomar o passado como um exemplo indelével que podemos aplicar no presente e transmitir para o futuro. De maneira semelhante, quando celebramos o dia em que o grande professor morreu e passou para o nirvana, não é como parentes a venerar um ancestral ou expressando sua nostalgia e intenso pesar pela partida de um ente querido. Esse dia é para a apreciação das dádivas que nos foram concedidas nesta era: a prática da meditação e a capacidade para entender nossa mente e experiência por meio do insight obtido da prática. Esse dia é para exercermos aquelas dádivas e fazermos de nossa própria prática uma doação para o benefício dos outros.

— Carolyn Rose Gimian, trecho de “Contemplação do Parinirvana do Vidyadhara” (em inglês)

Trad. Oddone Marsiaj

 

Jakusho Kwong-roshi e Chögyam Trungpa
Bill Scheffel

Herdeiro no dharma de Shunryu Suzuki-roshi, Jakusho Kwong-roshi, que no passado teve o nome de Bill Kwong, fundou o Sonoma Mountain Zen Center em 1973. Ao longo de seu caminho, essa fundação exigiu tenacidade e coragem consideráveis, ocorreu através de uma série de acidentes, desafios, uma luta contra um câncer nos testículos e, sem dúvida, pelas bênçãos inexoráveis de Dōgen e de outros precursores do Soto-Zen. Shinko, esposa de Kwong-roshi (que no passado teve o nome de Laura), também desempenhou um papel essencial nessa fundação, um projeto realizado centavo por centavo, com uma grande horta orgânica e muito trabalho, árduo, disciplinado e ao mesmo tempo alegre. Roshi e Shinko criaram uma família com quatro rapazes na casa adjacente ao centro zen. Igualmente impressionante, mantiveram-se firmes, simplesmente administrando o centro zen década após década, com um pequeno grupo de residentes, com a cozinha sempre abastecida, a horta crescendo, a biblioteca aberta e, é claro, praticando no zendo todos os dias, começando às 5 da manhã com o serviço matinal e o zazen.

É bem sabido que o Zen inclui esse tipo de trabalho duro. Dar atenção às tarefas necessárias e mundanas da vida diária (com humor!) é uma expressão de amor, uma invocação dos dralas, e também o caminho de Dōgen, o fundador da escola Soto-Zen, que esboçou regras não apenas para o zendo como também para banheiros e cozinhas. É fácil notar como o Sonoma Mountain Zen Center segue os conselhos transcendentais e comuns de Dōgen mesmo quando todo o aparato está ocioso. Se a cozinha está vazia, isso também significa que ela está limpa, na medida em que nunca se deixa a louça para ser lavada no dia seguinte; ao comer, todos — incluindo Roshi e Shinko — lavam, enxugam e guardam o que usaram até que todas as tigelas estejam empilhadas, todos os escorredores, impecáveis.

Todas as suas soluções ainda contêm problemas.
Nos momentos em perigo em um navio à deriva
Repentinamente vemos seus olhos sobre nós.
Embora não nos aprovem inteiramente tal como somos,
Mesmo assim estão de acordo conosco.

Kwong-roshi costuma citar o caminho do mestre Zen, “Um engano contínuo” (outra forma de solução que ainda contém problemas). Kwong-roshi talvez tenha recebido um bote salva-vidas maior do que a maioria de nós; afinal, foi escolhido para ser um herdeiro no dharma — o que é um privilégio e um incentivo! Suzuki-roshi deve ter enxergado em Bill Kwong alguém que não tinha o interesse de desperdiçar sua vida. Então atirou para ele aquele bote salva-vidas, aquela pedra de moinho. Chögyam Trungpa surgiu muitas vezes na vida de Kwong-roshi como se dissesse: “Você pode carregá-lo, você pode flutuar”. Aos 72 anos, Kwong-roshi é alguém que devemos procurar se queremos ver essa qualidade genuína, esse humor, essa coragem em ação.

Trad. Carlos A. Inada

A verdadeira intimidade do Zen
John Pappas

Foto/photo: Bill ScheffelFoto: Bill Scheffel

O coração íntimo e pessoal do Zen bate audível em Jakusho Kwong-roshi, e ele compartilha esse estrondo vindo da terra com seus alunos, próximos ou distantes. Sentimos sem escolha essa mesma força, esse mesmo ímpeto que conduz Roshi. Diferentemente da batida dos tambores de guerra ou da marcha uniforme dos coturnos dos soldados, essa batida é completamente orgânica e imutável. O estrondo do Zen não submerge os sons ao nosso redor, do mesmo modo como a meditação em silêncio não apazigua o ambiente. Ele se torna parte da cacofonia do trânsito das cidades — do canto dos grilos — do choro das crianças. O Zen de Roshi não subjuga o sabor de nossa vida. Não é uma fuga. Ele é o sabor de nossa vida.

A melhor expressão do Zen não é nada além da experiência desta vida e deste momento. A sabedoria é cultivada e alimentada pela meditação e pela atenção, simples e determinada. Sem níveis ou categorias, progresso ou medida, embelezamentos ou poderes, sem princípio nem fim, o shikantaza é a prática derradeira de experimentar a simplicidade do silêncio do agora. Os únicos sons de nossa luta são o movimento da respiração e a batida do coração.

Educado por um pai exigente e rigoroso, um tradicional médico chinês que vivia em uma região não asiática da Califórnia, Kwong-roshi foi submetido a uma disciplina rígida e a uma educação estoica. Em meio a essa rotina exigente, Kwong-roshi começou a explorar a liberdade e o oásis temporário da arte, mergulhando no Zen dos Beats.

Quando frequentava o San Jose State College, Kwong-roshi teve uma dupla experiência do despertar: ao encontrar Laura, sua alma gêmea e futura esposa, e ao sofrer um acidente de carro que o levou a afastar-se da vida acadêmica e a mergulhar em sua prática zen. Essa prática era na época moldada pelo estereótipo beat de uma iluminação boêmia e de uma vida sem preocupações. Distanciando-se da infância rigorosa e estoica, e ainda mais distante da prática estrita e formal da escola Soto-Zen que em breve o definiria, Kwong-roshi continuou sua exploração da ênfase romântica que a Geração Beat dava à iluminação, kensho, ignorando por completo a prática rotineira e diária que caracterizaria as futuras gerações de praticantes zen nos Estados Unidos.

Kwong imaginava encontrar tradicionais esteiras de bambu e fileiras de almofadas de meditação (zabutons e zafus) alinhando-se no centro zen de Shunryu Suzuki, mas o que viu foram apenas fileiras de bancos de igreja em um prédio decadente. O que Kwong pensou consigo próprio era que aquilo lembrava as escolas dominicais, e, quando Suzuki-roshi entrou na sala, “fiquei pensando como aquilo era muito formal. Ele olhou para mim e nem mesmo me virei para retribuir. Meu ego era enorme. Esperei que chegasse ao altar, mas quando olhei estava apenas arrumando as flores, e disse para mim mesmo: ‘Isso é muito formal’ ”. Em contraste direto com a Geração Beat, a ênfase que o Zen formal dava ao rotineiro e ao ritual era vista como excêntrica e falsa. Mas a natureza compassiva de Suzuki-roshi e sua mente zombeteira logo começaram a atrair e converter mais Beats para a prática formal — uma prática na qual a liberdade é conquistada primeiro pela atenção à forma e à disciplina.

O Zen excêntrico da comunidade monástica era confinador e implacável, quando comparado ao Zen fluido e não ortodoxo da Geração Beat. No entanto, o que constitui um Zen excêntrico? É o ritual estoico dos centros e mosteiros zen que torna excêntrica uma prática e a destitui de sentido? O ritual vazio e o incenso rançoso de costumes em decadência servem apenas para confinar e sufocar a liberação e a liberdade? A adesão estrita à forma fornece um horizonte falso com o qual o praticante se mede. Como se espreitássemos pela proa de um navio com a esperança de vislumbrar uma costa distante, tudo o que alcançamos é uma tênue fileira de nuvens que fornece a forma e o contorno de montanhas e vales — um oásis vazio em um deserto silencioso.

O Zen excêntrico da Geração Beat era livre e irrestrito quando comparado à disciplina e ao ritual monásticos. Loucos e espontâneos, os Beats recusavam a forma e não criaram nenhuma ilusão de estrutura. Mas, sem vigor ou sem uma estrutura, os salões e cafés ofereceriam apenas um nevoeiro de fumaça e regozijo que parodiava a liberação. A verdadeira liberação não é finita, nem pode ser atingida apenas pela compreensão espontânea. Exige disciplina da mente e do corpo. É ao sentar-se em silêncio que um praticante conduz o bote para a outra margem. E não a dança de marinheiros embriagados em torno de uma embarcação à deriva.

O Zen não tem nada a ver com a prática rígida dos mosteiros, nem com a espontaneidade dos Beats. Cultivar o dharma requer grande empenho, grande fé e grande dúvida. As sementes podem ser plantadas pela confusão, pela mudança e pelo desespero, ou pela alegria, pela liberdade e pela estase. Genjoji, ou “O Caminho da vida Cotidiana”, templo de Kwong-roshi, invoca o estilo particular de ensinar de Kwong-roshi, assim como a verdadeira prática do Zen — o empenho honesto e uniforme. Simples, rígido e forte. É quando aprendemos que a batida de nosso próprio coração, acalmada pela prática, corresponde à batida do coração tanto da disciplina monástica como da liberdade Beatnik que transcendemos a ilusão e entramos na prática.

Então aprendemos a verdadeira intimidade e o verdadeiro Zen.

Nas palavras de Kwong-roshi:

“Quando cultivamos nossa compreensão e nos tornamos conscientes do que estamos fazendo, e de fato vemos o que está acontecendo em nós mesmos e ao nosso redor [...] não temos de esperar até conseguirmos sentar em lótus completo, ou até que pratiquemos por dez ou vinte anos, como se somente então algo fosse acontecer. Alguns de nós se sentam com as pernas cruzadas, outros em meio lótus, outros em lótus completo, outros em estilo birmanês ou em uma cadeira. Essas são apenas visões diferentes de uma mesma lua. Algumas pessoas pensam que uma forma é melhor do que outra, mas isso não é verdade. Somos realmente como a lua: qualquer quantidade de luz cria um halo completo.” (Kwong-roshi, Nenhum começo, nenhum fim: o coração derradeiro do Zen [No beginning, no end: the ultimate heart of Zen])

Trad. Carlos A. Inada

Sobre a cremação de Chögyam Trungpa, Vidyadhara
(On the cremation of Chögyam Trungpa, Vidyadhara)
Allen Ginsberg
Com Patti Smith e Philip Glass


I noticed the grass, I noticed the hills, I noticed the highways,
I noticed the dirt road; I noticed the car rows in the parking lot
I noticed the ticket takers, noticed the cash and the checks and credit cards,
I noticed the buses, noticed mourners, I noticed their children in red dresses,
I noticed the entrance sign, noticed retreat houses, noticed blue and yellow flags
Noticed the devotees, their trucks and buses, guards in khaki uniforms,
I noticed the crowds, noticed misty skies, noticed the all –pervading smiles and empty eyes –
I noticed the pillows, coloured red and yellow, square pillows round and round –
I noticed the Tori gate, passers-through bowing, a parade of men & women in formal dress –
Noticed the procession, noticed the bagpipe, drums, horns, noticed high silk head crowns and saffron robes, noticed the three piece suits,
I noticed the palanquin, an umbrella, the stupa painted with jewels the Colours of the four directions –
Amber for generosity, green for karmic works, I noticed the white for Buddha, red for the heart –
Thirteen worlds on the stupa hat, noticed the bell handle and umbrella, the empty head of the white cement bell –
Noticed the corpse to be set in the head of the bell –
Noticed the monks chanting, horn plaint in our ears, smoke rising from astep the firebrick empty bells –
Noticed the crowds quiet, noticed the Chilean poet, noticed a rainbow,
I noticed the guru was dead,
I noticed his teacher bare breasted watching the corpse burn in the stupa,
Noticed mourning students sad cross legged before their books, chanting devotional mantra’s,
Gesturing mysterious fingers, bells and brass thunderbolts in their hands,
I noticed flames rising above flags and wires and umbrellas and painted orange poles,
I noticed, I noticed the sky, noticed the sun, a rainbow around the sun, light misty clouds drifting over the sun –
I noticed my own heart beating, breath passing through my nostrils
My feet walking, eyes seeing,
I’ve noticed smoke above the corpse, I’ve noticed fired monuments
I noticed the path downhill, I’ve noticed the crowd moving toward the buses
I noticed food, lettuce salad, I noticed the teacher was absent,
I noticed my friends, I’ve noticed our car, I’ve noticed the blue Volvo,
I’ve noticed a young boy hold my hand
Our key in the motel door, I noticed a dark room, I noticed a dream
And forgot, noticed oranges lemons and caviar at breakfast,
I noticed the highway, sleepiness, homework thoughts, the boy’s nippled chest in the breeze
As the car rolled down hillsides past green woods to the water.
I noticed the sea, I noticed the music – I wanted to dance.

Notei a grama, notei as colinas, notei as rodovias,
Notei a estrada suja; notei as filas de carros no estacionamento
Notei os bilheteiros, notei a grana e os cheques e os cartões de crédito,
Notei os ônibus, notei pessoas aos prantos, notei suas crianças usando roupas vermelhas,
Notei a placa de entrada, notei as casas de retiro, notei as bandeiras azuis e amarelas
Notei os devotos, os seus caminhões e ônibus, guardas usando uniformes cáqui,
Notei a multidão, notei a neblina nos céus, notei os sorrisos e olhos vazios que tudo permeavam —
Notei as almofadas, vermelhas e amarelas, almofadas quadradas redondas e redondas —
Notei os portões japoneses, a reverência dos passantes, um desfile de homens e mulheres vestidos formalmente —
Notei a procissão, notei as gaitas-de-fole, tambores, cornetas, notei as altas coroas de seda, robes açafrão, notei os ternos de três peças,
Notei a liteira, um pára-sol, a estupa pintada com jóias nas cores das quatro direções —
Âmbar para generosidade, verde para trabalhos kármicos, notei o branco do Buda, vermelho do coração —
Treze mundos no alto da estupa, notei o sino e o pára-sol, o topo vazio do sino de cimento branco —
Notei o cadáver que ia no topo do sino —
Notei os monges cantando, lamento das cornetas em nossos ouvidos, fumaça subindo dos sinos vazios de tijolos refratários —
Notei a multidão silenciosa, notei o poeta chileno, notei um arco-íris,
Notei que o guru estava morto,
Notei o seu mestre de torso nu vendo o corpo queimar na estupa,
Notei os estudantes matinais, tristes com as pernas cruzadas na frente dos livros, entoando mantras devocionais,
Gesticulando dedos misteriosos, sinos e raios de bronze em suas mãos,
Notei as chamas subindo acima das bandeiras e fios e pára-sóis e mastros pintados de laranja,
Notei, notei o céu, notei o sol, um arco-íris em torno do sol, leves nuvens de bruma flutuando sobre o sol —
Notei o meu próprio coração batendo, o ar passando pelas minha narinas
Meus pés andando, os olhos vendo,
Notei a fumaça sobre o cadáver, notei os monumentos em chamas
Notei o atalho ladeira abaixo, notei a multidão indo em direção aos ônibus
Notei a comida, salada de alface, notei que o mestre estava ausente,
Notei os meus amigos, notei o nosso carro, notei o Volvo azul,
Notei um garoto segurando minha mão
Nossa chave na porta do motel, notei o quarto escuro, notei um sonho
E esqueci, notei laranjas limões e caviar no café-da-manhã,
Notei a rodovia, o sono, pensamentos do dever de casa, os mamilos no peito do garoto na brisa
O carro descendo colina abaixo, passando pela mata até a água.
Notei o mar, notei a música — quis dançar.

Trad. Fernando Busian. Revisão: Carlos A. Inada

Vídeo: © 2010 Bill Scheffel. Visite a página de Bill Scheffel no site Vimeo.com: http://vimeo.com/user3312432
Textos: © 2010 Bill Scheffel (http://westernmountain.org/ e http://dralaprinciple.blogspot.com/); John Pappas (http://zendirtzendust.com/)
. Todos os direitos reservados.
Trecho de “
Contemplating the Parinirvana of the Vidyadhara”: © 2010 Carolyn Rose Gimian. Todos os direitos reservados.
“On the cremation of Chögyam Trungpa, Vidyadhara”, de Allen Ginsberg: © Allen Ginsberg Estate. Todos os direitos reservados. A reprodução, sem autorização escrita de Allen Ginsberg Estate, é estritamente proibida. Visite os sites: http://www.allenginsberg.org/ e http://ginsbergblog.blogspot.com/.
Fotos: © Bill Scheffel; © Nina Mudita (http://www.ninamudita.com). Todos os direitos reservados.

Visite também Elephant Journal (http://www.elephantjournal.com/2010/04/celebration-and-commitment-of-jakusho-kwong-chogyam-trungpa/ e http://www.facebook.com/elephantjournal), que está publicando este artigo simultaneamente com Dharma/Arte.

Celebração e compromisso: Jakusho Kwong-roshi e Chögyam Trungpa | 2010 | d/a magazine | Comentário/Comments (0)
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