o simbolismo da experiência

Chögyam Trungpa

Foto: Douglas Dickel

“O simbolismo não tem de ser poético, ou espiritual, ou místico; ele é a verdade comum que acontece na vida cotidiana.”
Foto: Douglas Dickel


O tema do simbolismo não interessa apenas a artistas ou a historiadores da arte, e sim a todos que gostariam de compreender e desenvolver a si próprios.

O objetivo não é ensinar uma série de truques, mas ajudar-nos a compreender algo sobre nós mesmos, nossa visão da vida e o mundo dos fenômenos em geral. Por sua vez, também poderíamos entender como aplicar essa visão de maneira audiovisual.

O simbolismo baseia-se naquilo que experimentamos de maneira pessoal e direta em nossa vida: dor, prazer, o que quer que seja. Desse ponto de vista, o simbolismo é um estado da mente.

Primeiramente, antes que saibamos algo a respeito de qualquer coisa, temos problemas com nossa motivação. Se vemos o mundo todo como um material bruto, como uma simples tela em branco, um simples pedaço de madeira, ou como um monte de argila — qual é a sua relação conosco?

Aquele pedaço de tela ou de argila, sendo um objeto inanimado, não possui nenhum interesse pessoal ou desejo de dar a si mesmo a forma de uma pintura ou escultura. No entanto, como seres humanos, temos ideias a respeito de como nossa vida deveria ser, como nossa compreensão deveria ocorrer. Somos então pegos em um dilema: queremos compreender, mas também gostaríamos de dar ao universo uma nova forma, de acordo com nossas próprias expectativas.

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O simbolismo da experiência | 2009 | d/a magazine
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