A h a b i l i d a d e n e g a t i v a:
J a c k K e r o u a c e a é t i c a b u d i s t a
Allen Ginsberg
Cicatriz (Scar), Marcelo Sahea
O interesse de Jack Kerouac pelo budismo começou depois de ele ter passado algum tempo com Neal Cassady, que estava interessado por variações californianas da espiritualidade New Age, em particular o trabalho de Edgar Cayce. Kerouac ridicularizava Cassady como uma espécie de “Billy Sunday de terno” por seu interesse por Cayce, que entrava em transe profundo e então lia os chamados registros Akashic e dava conselhos médicos a pessoas que vinham fazer-lhe perguntas sobre temas que envolviam a reencarnação. Assim, Kerouac estava interessado em retornar às fontes históricas originais. Foi a uma biblioteca em San Jose, na Califórnia, e leu um livro chamado Uma bíblia budista, editado por Dwight Goddard — uma ótima antologia de textos budistas clássicos. Kerouac os leu de maneira muito profunda, memorizou muitos deles, e então continuou a fazer outras leituras e pesquisas e na verdade se tornou um especialista em budismo brilhante e intuitivo. Gary Snyder notou que Kerouac tinha uma inteligente compreensão do pensamento oriental, e também uma compreensão sábia, algo que a maior parte das pessoas não possui.
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