dharma/arte:
a percepção verdadeira
Capa da edição brasileira de Dharma/arte: a percepção verdadeira.
Dharma/Arte está trabalhando na edição brasileira do livro Dharma/arte: a percepção verdadeira, de Chögyam Trungpa, com introdução de Meredith Monk, escrita especialmente para esta edição.
Dharma/arte: a percepção verdadeira é uma coletânea de ensaios sobre a arte e o processo criativo. O próprio Trungpa esclarece: “O termo dharma/arte não se refere a uma arte com símbolos ou temas budistas [...]. Refere-se à arte que surge de um estado da mente do artista que poderia ser chamado de estado meditativo. É uma atitude direta no trabalho criativo”.
Chögyam Trungpa
Trungpa (1938-87) foi o fundador do grupo budista conhecido como Shambhala. Foi o 11.o descendente da linhagem dos tulkus Trungpa, importantes mestres da linhagem Kagyü do budismo tibetano. Reconhecida por sua forte ênfase na prática da meditação sentada, a linhagem Kagyü é uma das quatro principais escolas do budismo tibetano. Além de ser um importante mestre nessa escola, Trungpa também recebeu treinamento na linhagem Nyingma, a mais antiga das quatro escolas, e aderiu ao movimento não sectário dentro do budismo tibetano conhecido como rymay. Esse movimento tinha a aspiração de reunir e disponibilizar ensinamentos valiosos de diferentes escolas, para além de rivalidades sectárias. Ao longo de sua vida, Trungpa procurou trazer os ensinamentos que recebeu para o maior público possível.
Com esse objetivo, ao longo de sua vida Trungpa também desenvolveu um intenso diálogo multidisciplinar que aborda o processo criativo como manifestação da consciência e da atenção, fundamentos de qualquer processo espiritual e daquele que é seu objetivo: a busca de uma vida e uma sociedade melhores. Estabeleceu assim as bases contemporâneas da chamada “educação contemplativa” e influenciou diretamente parte significativa da produção artística e intelectual do século XX, como nas obras seminais do poeta Allen Ginsberg e da artista multimeios Meredith Monk, entre outros. Abriu também um imenso campo de pesquisa e atuação para as artes e os processos criativos na sociedade atual, um trabalho desenvolvido em instituições como a Naropa University (fundada por Trungpa) e o Shambhala Institute (atualmente, Authentic Leadership in Action Institute — ALIA).
Meredith Monk
Meredith Monk vem cativando seu público desde a década de 1960. Seu trabalho visionário ajudou a definir a avant-garde norte-americana e rendeu-lhe inúmeros prêmios. Nos anos 60, junto com outros artistas radicalmente inovadores, Meredith foi pioneira no uso de recursos multimeios em suas performances, e ela continua a experimentar novas tecnologias e materiais para criar suas imagens. Inspirada por culturas em que a performance é considerada uma disciplina espiritual, com poder de cura e de transformação, Meredith procura restabelecer a unidade que subjaz à música, ao teatro e à dança. Suas formas podem ser totalmente contemporâneas, mas suas imagens, sua voz e seus temas reverberam a força dos mitos.
Meredith é compositora, cantora, diretora, coreógrafa, e criadora de óperas contemporâneas e de trabalhos de teatro musical, filmes e instalações. É pioneira do que hoje é chamado de “técnica vocal estendida” e “performance interdisciplinar”, com obras que se desenvolvem na interseção entre música e movimento, imagem e objeto, luz e som — em um esforço para descobrir e reunir novos modos de percepção. Meredith foi proclamada como “mágica da voz” e uma das “mais importantes compositoras norte-americanas”. Ao longo de sua carreira de mais de quarenta anos, foi aclamada por público e crítica como uma das maiores referências nas artes performáticas.
Meredith esteve no Brasil em 1994, como convidada do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, e em 2008 fez sua primeira visita ao Brasil junto com os membros de seu Vocal Ensemble, em evento realizado por Dharma/Arte.
Edição brasileira
A edição brasileira de ou Dharma/arte contará com uma introdução de Meredith Monk, e também com textos inéditos, selecionados por Judith Lief e Carolyn Gimian, editoras pessoais de Trungpa, responsáveis pela primeira edição do livro.
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Dharma/arte: a percepção verdadeira, de Chögyam Trungpa, com introdução de Meredith Monk. Edição original © 1996 by Diana J. Mukpo. Título original: Dharma art. Segunda edição norte-americana © 2008 by Diana J. Mukpo. Título original: True perception: the path of dharma art. Publicado originalmente por Shambhala Publications. Fotos: Chögyam Trungpa, Elisabeth Finckh, Andrea Roth, Herb Elsky, Robert Del Tredici, Liza Matthews.
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Mércia Bicalho
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http://www.dharma.art.br Dharma/Arte
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Flavio Rogerio dos S. Fraga
